25 de Abril de 1974 – A história do cravo 🌹
O GOLPE DE ESTADO- Na madrugada de 25 de abril de 1974, o MFA iniciou um golpe de Estado que, em menos de 24 horas, derrubou a ditadura. O plano foi desencadeado por dois sinais musicais transmitidos na rádio: “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, e “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso. As forças militares ocuparam pontos estratégicos em Lisboa, incluindo o Terreiro do Paço e o Quartel do Carmo, onde o então primeiro-ministro Marcello Caetano se rendeu, exigindo que o poder fosse entregue ao General António de Spínola. O nome “Revolução dos Cravos” surgiu de um gesto simbólico de Dona Celeste Caeiro, uma funcionária de restaurante que distribuiu cravos vermelhos aos soldados nas ruas de Lisboa. Dona Celeste conta que um militar lhe pediu um cigarro: “Disse-lhe que tabaco não tinha, que a única coisa que lhe podia oferecer era um cravo. Ele aceitou e colocou a flor na ponta da espingarda”. Logo de seguida, os militares que estavam a seu lado também lhe pediram cravos e todos os colocaram na ponta das suas espingardas , simbolizando assim, a natureza pacífica desta revolução. Dona Celeste, nascida no dia 12 de Maio de 1933 em Lisboa , viveu até aos seus 91 anos, marcando presença notória nos festejos anuais do 25 de Abril desde então . Faleceu a 15 de Novembro do passado ano mas a sua presença, tal como a História, será eternamente memorável. 🌹