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25 de Abril de 1974 – A história do cravo 🌹

O GOLPE DE ESTADO- Na madrugada de 25 de abril de 1974, o MFA iniciou um golpe de Estado que, em menos de 24 horas, derrubou a ditadura. O plano foi desencadeado por dois sinais musicais transmitidos na rádio: “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, e “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso.  As forças militares ocuparam pontos estratégicos em Lisboa, incluindo o Terreiro do Paço e o Quartel do Carmo, onde o então primeiro-ministro Marcello Caetano se rendeu, exigindo que o poder fosse entregue ao General António de Spínola.     O nome “Revolução dos Cravos” surgiu de um gesto simbólico de Dona Celeste Caeiro, uma funcionária de restaurante que distribuiu cravos vermelhos aos soldados nas ruas de Lisboa.  Dona Celeste conta que um militar lhe pediu um cigarro: “Disse-lhe que tabaco não tinha, que a única coisa que lhe podia oferecer era um cravo. Ele aceitou e colocou a flor na ponta da espingarda”.  Logo de seguida, os militares que estavam a seu lado também lhe pediram cravos e todos os colocaram na ponta das suas espingardas , simbolizando assim, a natureza pacífica desta revolução.  Dona Celeste, nascida no dia 12 de Maio de 1933 em Lisboa , viveu até aos seus 91 anos, marcando presença notória nos festejos anuais do 25 de Abril desde então .  Faleceu a 15 de Novembro do passado ano mas a sua presença, tal como a História, será eternamente memorável. 🌹 

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ÚLTIMO ADEUS A NUNO GUERREIRO

Morre Nuno Guerreiro, voz marcante da música portuguesa Faleceu no dia 17 de abril de 2025, aos 52 anos, o cantor Nuno Guerreiro, vocalista da emblemática banda Ala dos Namorados. Internado de urgência em Lisboa devido a uma infeção grave. A septicemia ocorre quando uma infeção se espalha pela corrente sanguínea, provocando uma resposta inflamatória sistémica que pode comprometer órgãos vitais. É uma condição grave que requer tratamento médico imediato. O artista não resistiu, deixando um enorme vazio na música portuguesa. Conhecido pelo seu raro timbre de contratenor, Nuno conquistou o país com temas como “Solta-se o Beijo”, “Loucos de Lisboa” e “Fim do Mundo”. Com uma carreira de mais de 30 anos, foi premiado com Globos de Ouro, discos de Platina e Ouro, e deixou uma marca profunda com a sua voz inconfundível, autenticidade e sensibilidade. Além do sucesso com a Ala dos Namorados, destacou-se também a solo, com álbuns como Carta de Amor e Tento Saber. Recentemente, liderava o projeto Nuno Guerreiro & Mau Feitio, incentivando jovens talentos. Ao longo da sua carreira, Nuno Guerreiro recebeu diversos reconhecimentos, destacando-se: • Disco de Platina pelo álbum Solta-se o Beijo (1998), que inclui o tema homónimo em dueto com Sara Tavares . • Disco de Ouro pelo álbum Cristal (2000). • Prémio Excelência atribuído pelo jornal Postal em 2018, em reconhecimento pela sua carreira e impacto cultural .  O país despede-se com emoção de um dos seus intérpretes mais únicos. Em Loulé, sua terra natal, foi decretado luto municipal e já se prepara uma homenagem permanente à sua memória. Obrigado, Nuno. A tua voz viverá para sempre. 🎼

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